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Nascemos de uma pergunta inquietante...

Por que nossas crianças, que aprendem tão bem em casa, revelam tanta dificuldade na escola?
Era o ano de 1991, quando o índice de reprovação e evasão escolar no Brasil atingia cifras assustadoras. O mesmo perfil acontecia no microcosmo da Aldeia de Rio Bonito, uma unidade das Aldeias SOS* na zona sul de São Paulo. Ali, educadores e gestores, voluntários e doadores buscavam solução para o problema, percebendo a necessidade de se buscar um jeito de ensinar diferente que combinasse melhor com a forma de aprender dos alunos de escolas públicas; que conseguisse despertar o interesse pelos conteúdos escolares e favorecer sua assimilação.

O primeiro passo foi buscar casos de sucesso: Como fazem aqueles professores que sempre conseguem um bom rendimento dos seus alunos?  O que acontece naquelas vezes em que tudo dá certo para a maioria dos professores?

Essa pesquisa e a consulta à literatura especializada resultaram em uma proposta para melhorar o ensino e priorizar a permanência nas escolas das crianças com risco de fracasso escolar ou de evasão. Proposta Pedagógica Labor.

Um projeto piloto foi aplicado (por 13 anos) em uma pequena escola de primeiro grau - "Labor Escola de Primeiro Grau Hermann Gmeiner " - para testar e aperfeiçoar a Proposta Pedagógica Labor. A escola começou em 1992, com 25% de crianças da Aldeia SOS de Rio Bonito e 75% de alunos das escolas públicas do entorno, aquelas crianças repetentes e que as escolas consideravam “casos perdidos, sem condições de aprendizagem”.

A experiência foi essencial para confirmar os acertos da nova proposta e ajustá-la melhor à realidade escolar.
Já em 1995, a Proposta Labor foi citada na coletânea Raízes e Asas, um levantamento de experiências escolares inovadoras editado pelo CENPEC com apoio do UNICEF. A partir desse ano também foram aparecendo algumas escolas públicas interessadas em conhecer melhor a proposta.

Em 1997 quatro escolas públicas paulistas participaram de um curso de transferência da metodologia da proposta Labor, com duração de 2 anos. O grande objetivo era instrumentalizar educadores a serem coautores de um ensino mais eficaz para as crianças e adolescentes em risco de exclusão escolar.

Esse curso foi alvo de uma pesquisa da PUCSP com apoio da FAPESP e da VITAE.  Foi uma pesquisa muito importante para a Labor, porque, além de referendar a proposta e a forma de introduzi-la nas escolas públicas, trouxe um novo desafio: a constatação da importância dos diretores para efetivar as mudanças na escola. 

Em 2000, a Labor voltou a pesquisar e elaborar uma proposta de gestão escolar democrática, com ferramentas que facilitam a elaboração dos Projetos Políticos Pedagógicos com toda a comunidade escolar, como preconiza a LDB de 1996.

Da fundação da organização em 1991 até 2015, foram desenvolvidos 45 projetos diferentes, envolvendo muitos parceiros, em vários estados brasileiros, com 1019 escolas, atingindo diretamente 7.235 educadores, destes, 2.560 com orientação individualizada. Indiretamente, cerca de 974.780 alunos foram beneficiados. Além disso, a “pedagogia Labor” influenciou diretamente muitos outros projetos cuja proposta pedagógica se inspirou diretamente na forma de atuar dessa organização. Esse foi o caso, por exemplo, do Projeto Fonte da Vida (80 escolas na região metropolitana de São Paulo, com repasse de metodologia para escolas da Argentina) e do Projeto Genesis (90 Escolas no Espírito Santo, com repasse de metodologia e material didático para as escolas do Principado das Astúrias – região ao norte da Espanha). Saiba mais em Casos de Sucesso.

O trabalho da Labor está baseado na premissa de que a educação das crianças é um canal indispensável para a socialização. Hoje, sem a escola, a exclusão é inevitável.

* ONG fundada na Áustria em 1949 que se dedica a acolher crianças privadas de suas famílias, oferecendo-lhes uma vida a mais semelhante possível à de uma família natural.