Ser professor é para poucos

A importância do lúdico

O “lúdico” é citado constantemente na educação. Mas, apesar dessa frequência, você já parou para pensar em sua utilidade prática? Além disso, já se sabe em que espaços a ludicidade é realmente aplicado? Se os seres humanos são sociáveis e performáticos, acabam e consequentemente também sendo seres lúdicos. Por outro lado, apesar disso, algumas ideias construídas ao redor do mundo impedem todas as ideias do nosso lado desenvolvidas ao redor da ludicidade. Que ideias são essas?


Engana-se quem pensa que atividades que envolvem jogos e brincadeiras não ensinam ou são mais fáceis do que atividades “objetivas”. Pelo contrário, a ludicidade permite a criação de ambientes com interatividade plena, em que é possível desenvolver estímulos sensoriais e criar repertório cognitivo que poderá ser utilizado em outras situações. Por usar o senso metafórico, a imaginação, a criatividade e outros sentidos que a “projeção-além do aqui e agora”, a ludicidade é encarada como uma falta de rigor, seriedade — e exatamente por isso pode ser escanteada, como se não fosse passível de ser aplicado com jovens e/ou adultos.

Em função disso, embora das aulas de ensino sobre o assunto, ainda é bastante comum observar a aplicação da ludicidade apenas restrita ao ensino infantil. Por mais que jogos, atividades de operação adaptadas em outras etapas da educação, nem sempre são encaradas como lúdicas, justamente pela ideia firmada a respeito do conceito. Claro que o aprendizado inicial é principalmente fundamental, para que haja o fortalecimento da cognição em relação à coordenação motora, memória pensada, linguagem, percepção e outros projetos especialmente pensados. Por outro lado, suprimir a ludicidade em outras etapas do desenvolvimento educacional é uma perda, visto que limita algo que poderia ser muito proveitoso.

O lúdico permite o florescimento da criatividade e da imaginação, que são habilidades humanas fundamentais. A criatividade e a imaginação não dizem apenas respeito a criações artísticas, mas também são recorrentes, responsáveis pela construção e pela resolução de problemas de exemplo, além da transmissão de narrativas e respeitos ancestrais, já que são com a memória. Imaginar outros contextos, personagens e relações também fazem com que os sentidos de empatia, sociabilidade e desenvolvimento interpessoal sejam acionados. Isso porque a imaginação excede a realidade e essa forma, necessita de uma consciência prévia dos panoramas existentes.

Como a subjetividade apresenta no lúdico é muito ampla, acaba sendo lida de maneira equivocada. Dispondo dessa leitura de outro modo, podemos entender como a ludicidade pode fazer parte do processo de ensino em todas as suas instâncias, afinal, ela consegue mobilizar uma série de agentes, códigos e estímulos. Ainda que contém uma subjetividade como característica principal, é importante em vista que a subjetividade carrega consigo uma série de objetivos de aprendizado. Nossos estímulos e desenvolvimentos mentais também fazem parte da materialidade da construção dos saberes.

E aí, vamos usar uma ludicidade a nosso favor?



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