Afeto

Busca ativa sob a perspectiva da Labor Educacional

O contexto educacional das escolas públicas brasileiras pré-pandemia já não era dos melhores, entretanto, com os impactos provocados por ela, a situação tornou-se ainda mais caótica e preocupante no que diz respeito à evasão escolar.


Segundo pesquisa do Instituto Datafolha, entre novembro e dezembro de 2020, cerca de 2 milhões de estudantes da educação básica abandonaram a escola.



ENSINO FUNDAMENTAL ENSINO MÉDIO
2019 1,2% 4,8%
2020 4,6% 10,8%
Dados oficiais do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep)


Ainda de acordo com essa pesquisa, 11,4% dos(as) estudantes do ensino fundamental que abandonaram a escola em 2020 não pretendiam voltar em 2021. Entre aqueles(as) do ensino médio, a taxa dobra (25,8%). Problemas financeiros, dificuldades com o ensino remoto ou mesmo falta de aulas são alguns dos motivos alegados pelos(as) entrevistados(as) para o abandono escolar.


ENSINO FUNDAMENTAL ENSINO MÉDIO
11,4% 25,8%
(não pretendiam voltar às aulas em 2021)

Apesar dessa dura realidade, vale a pena lembrar as palavras de Paulo Freire e criar estratégias para transformar o desejo em realidade: “O amanhecer da escola depende de sonhar sonhos possíveis. Organizar coletivamente o trabalho em seu interior constitui a primeira condição para fazer possível o sonho necessário.”


Ao considerar o contexto apresentado anteriormente e esse pensamento de otimismo de Freire, não se pode deixar de pensar na Labor Educacional, afinal, ela tem uma metodologia pautada em pressupostos para a solução desse tipo de problema. Além disso, dispõe de estratégias embasadas no acolhimento e nos aspectos socioemocionais para a busca ativa dos alunos evadidos e suas respectivas famílias.


Interessante, não é? Tanto se fala dos problemas, dos conceitos que devem ser colocados em prática, entretanto, quase nunca as soluções são apresentadas. Na contramão dessa ideia, surge a perspectiva da metodologia Labor para evidenciar que elas existem sim e que surgem das ações colaborativas entre educadores comprometidos com a transformação de seus estudantes.

Para entender melhor qual é a visão Labor na resolução de uma situação conflituosa como esta – a busca ativa -, é importante primeiro conhecer um pouco de que metodologia tão singular se está falando. A Labor Educacional, ONG que apoia escolas na educação para a vida, busca a transformação dessas instituições em vários aspectos, dentre eles: as relações estabelecidas entre a escola e a comunidade, resgatando a plena consciência de que aquela é um serviço basicamente dirigido para estudantes e para a comunidade em que está inserida.


Sabe-se, por sua vez, que o sucesso no ensino depende do clima de sintonia e de parceria entre a escola e a vida do aluno fora dela. Dessa forma, percebe-se que uma das principais causas do fracasso e evasão escolar – como os dados apontados anteriormente – está no fato de que a escola não tem desenvolvido um trabalho direcionado para a criança ou jovem de meios culturalmente afinados com ela, com suas origens, tanto em relação às técnicas de ensino, aos conteúdos curriculares e ao material utilizado, quanto em relação aos valores e aos costumes adotados. Assim, ela afasta as comunidades cujo universo cultural é diverso, criando uma barreira em relação ao aprendizado do educando.


Nesse quesito, a Labor apresenta um dos pressupostos que compõem sua metodologia para criar soluções reais, palpáveis:

“Quanto maior e mais positiva for a interação entre a escola e a comunidade que ela atende, maior a probabilidade dela oferecer aos seus alunos um ensino harmonioso, sólido e proveitoso”.

Partindo deste lugar de olhar a escola, os estudantes e a comunidade, e considerando o número alarmante em relação à evasão escolar, os educadores podem refletir e criar propostas, de forma colaborativa, que contemplem, especificamente, o ambiente escolar do qual fazem parte. Estas são algumas proposições que podem ser o start motivador para o grupo pensar:


1. Criar ações de busca ativa das crianças, para além das ações iniciais que já foram feitas e que não resultaram.

2. Criar ações de busca ativa das famílias, para além das ações iniciais que já foram feitas e que não resultaram.

3. Criar condições de atuar no aspecto socioemocional dos estudantes, para acolher sua angústia, favorecendo o seu retorno à escola e permanência nela.

4. Criar estratégias para receber os pais na escola; organizar uma boa reunião de pais na qual se possa identificar as relações da criança em casa e aprendizados não acadêmicos que ocorrem.

Com um trabalho participativo acerca das propostas apontadas, os resultados serão incríveis e validados pelos envolvidos na reflexão, caso não se perca de vista a perspectiva da metodologia Labor, no que diz respeito ao seu primeiro pressuposto. Se assim for a condução na busca de soluções para evitar a evasão, as propostas criadas estarão totalmente vinculadas ao aluno, a seus familiares e também à escola. Haverá, portanto, uma grande possibilidade de sucesso nessa busca ativa discutida nos últimos tempos, contando inclusive com o respeito às competências socioemocionais, tão relevantes para lidar com o acolhimento e o aprendizado significativo que fazem parte do processo.


É fato que as situações de conflito no âmbito educacional são contínuas e o desafio de pensar em estratégias reais para soluções dos problemas faz parte da realidade de todos os educadores. Por outro lado, não se pode esquecer também dos “sonhos” ressaltados por Paulo Freire, os quais nos remetem ainda a Miguel de Cervantes, em sua obra “Dom Quixote”, ao dizer que quando se sonha sozinho é apenas um sonho, mas quando se sonha juntos é o começo da realidade. Isso motiva os educadores e os mantém no caminho para transformar, de forma colaborativa, desejos em realidades.


Há outros pressupostos que fazem parte da metodologia Labor. E eles nos permitem transformar nossos sonhos em realidade. São tão relevantes quanto o que apresentamos aqui. Vale ressaltar que o diferencial dessa proposta está no vínculo entre a teoria e a prática, pois contamos sempre com o que denominamos “mão na massa”.


Fique de olho, pois, em breve, traremos mais novidades sobre a nossa metodologia e como ela pode ajudar as escolas públicas a garantirem um ensino de qualidade, com protagonismo do estudante.


Venha conhecer a Labor Educacional e os resultados que temos conseguido por todo o Brasil, na nossa missão de transformação na vida das crianças e jovens das escolas públicas.

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