Afeto

O que é a cultura do afeto na prática educativa?

A palavra afeto carrega em sua etimologia um grande significado — diz respeito à movimentação que um indivíduo e/ou grupo tem sobre outro. Temos a tendência de achar que o afeto é algo apenas ligado a carinho, abraços, corações, beijos e/ou até mesmo o jeito de olhar para o/a outro/a, mas não é! Afetar de forma positiva é uma cultura que deve ser passada às gerações como um autocuidado ancestral.

Quando falamos em cultura do afeto, falamos sobre movimentar pessoas de forma positiva, para que haja autoconhecimento e respeito ao próximo com todas as suas características sociais, culturais e históricas. É uma cultura coletiva, ou seja, não tem força se for individual e é por isso que a educação, mais do que qualquer segmento, deve ter o compromisso de multiplicá-la.

A afetividade é essencial no processo de ensino e aprendizagem. Ela faz parte do componente curricular oculto do dia a dia em sala de aula e das relações sócio-escolares entre toda a comunidade — mas é tão importante quanto as metodologias educacionais usadas para o desenvolvimento pleno dos/as estudantes. Educadores/as, gestores/as e estudantes precisam se sentir seguros, acolhidos e respeitados no ambiente de ensino.

As crianças são inseridas no espaço escolar desde os primeiros anos de vida, e a afetividade é muito importante para que esse processo aconteça da melhor maneira possível. Sem afetividade é impossível construir relações saudáveis e duradouras, especialmente considerando que a experiência escolar pode durar toda a vida.

Mas o que é cultura do afeto na prática educativa?

— Saber que a educação baseada na cultura do afeto vai além de demonstrações físicas de carinho, pois envolve as metodologias de ensino adotadas pela escola.

— Não tornar o acolhimento apenas obrigatório para cumprir algum protocolo, mas fazer com que esse seja um processo orgânico.

— Não excluir as famílias do processo de ensino com afeto. Incluir a família é ter e receber apoio em todos os momentos que forem necessários, especialmente em situações de conflito escolar.

— Usar a afetividade como um apoio para a mudança de comportamento dos/as estudantes.

— Estar disposto/a a mudar a perspectiva e se dispor a incluir o afeto no processo de ensino.


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