Absenteísmo docente

Dicas práticas para conduzir as avaliações dos alunos

Antes de lançar as notas das provas, que tal analisar os resultados de forma mais aprofundada? Veja algumas dicas.


Já falamos por aqui sobre a importância da primeira avaliação do ano. Mais do que mensurar a aprendizagem, aplicar uma prova é uma forma de autoanálise. Se uma turma inteira apresenta notas medianas, é necessário rever a dinâmica das aulas e adequar o conteúdo às necessidades da turma. Se os resultados estão na média ou acima do esperado, pode dar os próximos passos – sem esquecer que ensinar, assim como aprender, é um processo de transformação constante.


Neste texto, vamos apresentar três dicas práticas para conduzir suas avaliações de alunos. Elas podem ser utilizadas ao longo do ano, a partir de agora. Fazem parte do Fascículo 6 da Proposta Pedagógica Labor e são fruto de anos de experiência dos professores em sala de aula.


Dica 1: incluir a avaliação no planejamento


No começo do ano, durante o planejamento de aulas, conteúdos e formatos de ensino, nem todo mundo lembra de incluir as avaliações como parte estratégica do ensino. A forma de ensinar muda, mas os formatos de mensurar os resultados permanecem os mesmos. Quanta coisa nova foi adicionada às suas aulas no planejamento? As provas e testes acompanharão estas mudanças?


Para planejar uma boa avaliação:


- Categorize as perguntas. Divida a prova em conteúdo essencial e conteúdo secundário. Exemplo:


60% ou 70% das questões devem se reportar ao essencial e mais 30% ou 40% delas devem se referir àquilo que, não sendo o essencial, parece recomendável que os alunos aprendam no seu curso. Depois de elaborada a prova, verifique quais atividades do curso poderão garantir que os alunos aprendam para responder bem às questões.



Dica 2: anular questões com alto índice de erro


Se a avaliação também conduz a uma análise da eficiência da metodologia, é preciso entender que questões com alto índice de erro não representam uma deficiência da turma toda. Pode ser que a questão não tenha sido bem formulada ou tenha abordado algum ponto que os alunos ainda não dominem por completo.


O que você aprende ao fazer isso?


Questões com alto índice de erro são uma ferramenta que ajudam a transformar a forma como você conduz o ensino de um determinado conteúdo. Veja este exemplo:


“Um professor de Matemática, especialista em estatística, anulava, para efeito de nota, as questões em que mais de 70% dos alunos erravam. Analisando as respostas erradas dos alunos, o professor fazia hipóteses do que poderia ter acontecido e, nas aulas seguintes, abordava o assunto dessas questões desfazendo enganos e ensinando outra vez.”


Dica 3: analisar os erros


Esta dica tem relação com o que você leu no parágrafo anterior, mas nem sempre é colocada em prática. Corrigir provas e lançar notas é um processo quase automático – mas para transformar a educação é preciso dar um passo atrás. Ou à frente! Poucas ferramentas oferecem tanta informação sobre seus alunos do que as provas. Que tipo de raciocínio levou os alunos a errarem determinadas questões? Você consegue se colocar no lugar deles?


“Há erros que são especialmente elucidativos para quem os analisa, pois revelam passos importantes que o aluno está vivendo, de que forma ele está pensando sobre o assunto. Há erros que revelam que o aluno não compreendeu nada da matéria, apesar de ter respondido certo a muitas questões por ter decorado a solução; e há erros (como os de distração) que não impedem o professor de ver que o aluno sabia o que estava respondendo; finalmente, há erros que revelam que o aluno não compreendeu a pergunta que foi feita. Uma análise dos erros de um aluno pode resultar numa avaliação da sua aprendizagem completamente diferente daquela que a nota indica.”


Como estudar as provas?


Durante a correção das provas, naturalmente você poderá identificar erros similares entre alunos, erros de distração e erros que demonstram incompreensão acerca da disciplina. Você pode anotá-los em uma folha em branco e ler no dia seguinte, compartilhando suas impressões com outro professor. Também pode comparar o desempenho de um aluno na sua disciplina em relação às outras – isso ajuda a identificar, por exemplo, aqueles que têm alguma dificuldade de aprendizagem maior, em várias disciplinas.


No início deste texto, falamos que estas dicas são baseadas na vivência de professores ao longo dos anos. Não existe uma metodologia certa ou errada para analisar os erros dos alunos: existe aquela que funciona para você. Compartilhar ideias, trocar suas anotações com professores e gestores pode trazer uma nova luz ao seu caminho como educador.

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